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PROPOSTA DO CURSO
O Curso de Administração propõe a formação de profissionais capazes de, a partir da análise do ambiente em que irão atuar, fazer a síntese dos principais problemas existentes, principalmente os da região amazônica e destacadamente do Pará, de modo a contribuir para o seu desenvolvimento econômico e social, através da concepção de Bacharéis em Administração, capazes de gerenciar mudanças e processar inovações, as quais fazem parte de uma ampla atuação que pode ser caracterizada como a de disseminador e utilizador de conhecimentos.
OBJETIVO GERAL
Promover a formação de administradores(as) possuidores(as) de competências e habilidades que permitam o desempenho consciente e atuação eficaz, potencializada pelo conhecimento teórico confrontado e atualizado pela sua praxe, tendo em vista a superação da dicotomia teoria e prática, buscando a unidade nos conteúdos temáticos para congregar ações interdisciplinares na procura de soluções para questões institucionais comuns.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
De acordo com a proposta do Curso de Ciências e em equilíbrio com prerrogativas e atribuições do profissional de contabilidade, os objetivos específicos do curso que visam:
• dar condições instrumentais e humanas para o profissional conduzir as organizações numa perspectiva de gestão do desenvolvimento humano;
• propiciar a compreensão da diversidade e complexidade existente na intensa relação homem-empresa-sociedade;
• incentivar e dominar o modelo do gerenciamento social estrategicamente participativo, baseado nos novos paradigmas, onde a cidadania organizacional;
• incentivar a inclusão do profissional na discussão do novo tempo para as organizações, em que as mesmas precisam assumir a natureza de sua existência associada a modelos de gestão amplos;
• ter na gestão social e ambiental na Amazônia elementos que possam desencadear novos projetos de desenvolvimento, que respeitem uma nova ordem norteada pela valorização do espaço, da bio-diversidade, dos grupos humanos (minorias e segmentos sociais locais) e dos seus respectivos valores culturais;
• fomentar no futuro profissional da gerência a sensibilidade de reconhecer e promover valores que venham engrandecer a pessoa humana, o respeito à vida em suas várias expressões e a inversão de valorização monetária para a valorização do bem-comum.
CAMPOS DE ATUAÇÃO E ATIVIDADES PRIVATIVAS DO ADMINISTRADOR
De acordo com os arts. 2º da Lei nº 4.769/65 e 3º do Regulamento aprovado pelo Decreto nº 61.934/67, a atividade profissional de Administrador será exercida, como profissão liberal ou não, mediante:
a) elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, arbitragens e laudos, em que se exija a aplicação de conhecimentos inerentes às técnicas de organização;
b) pesquisas, estudos, análises, interpretação, planejamento, implantação, coordenação e controle dos trabalhos nos campos de administração geral, como administração e seleção de pessoal, organização, análise, métodos e programas de trabalho, orçamento, administração de material e financeira, administração mercadológica, administração de produção, relações industriais, bem como outros campos em que estes se desdobrem ou com os quais sejam conexos;
c) exercício de funções e cargos de Administrador do Serviço Público Federal, Estadual, Municipal, Autárquico, Sociedades de Economia Mista, empresas estatais, paraestatais e privadas, em que fique expresso e declarado o título do cargo abrangido;
d) o exercício de funções de chefia ou direção, intermediária ou superior, assessoramento e consultoria em órgãos, ou seus compartimentos, da Administração pública ou de entidades privadas, cujas atribuições envolvam principalmente, a aplicação de conhecimentos inerentes às técnicas de administração;
e) magistério em matérias técnicas do campo da administração e organização.
Parágrafo único. A aplicação do disposto nas alíneas c, d e e não prejudicará a situação dos atuais ocupantes de cargos, funções e empregos, inclusive de direção, chefia, assessoramento e consultoria no Serviço Público e nas entidades privadas, enquanto os exercerem.
Saiba mais sobre os Campos de Atuação do Administrador:
http://www.cfa.org.br/arquivos/campos_atuacao_n.php?p=campos_atuacao_n.php&coditem=56
PERFIL DO ADMINISTRADOR
Apresentamos o perfil do Administrador tomando como base os resultados da Pesquisa Nacional: Perfil, Formação, Atuação e Oportunidades de Trabalho do Administrador quanto ao seu perfil, realizada no ano de 2006, destacando aspectos pessoais e aspectos da sua posição diante do mercado de trabalho profissional.
PERFIL DO ADMINISTRADOR – PESQUISA CFA - 2006
A MAIORIA
a. É do sexo masculino, casado e sem dependentes;
b. Está na faixa etária de até 30 anos;
c. É egresso de universidades particulares;
d. Concluiu o curso de Administração entre 2000 e 2005;
e. Possui especialização em alguma área de Administração;
f. Trabalha nos setores de serviços, da indústria e em órgãos públicos;
g. Atua nas áreas de Administração Geral e Finanças;
h. Ocupa cargos de gerência.
GÊNERO
A pesquisa revelou que o número de mulheres Administradoras vem crescendo nos últimos anos. Em 1994, seu percentual apurado em relação aos homens foi de 21%; em 1998, de 25%; na pesquisa de 2003, de 29,98%; agora, em 2006, atingiu 32,60%. Em 12 anos, portanto, o percentual de indivíduos do sexo feminino teve um acréscimo de 57%.
TEMPO DE FORMADO
O aumento verificado no percentual de respondentes que se formaram após o ano 2000 e até 2005, pode ser explicado pelo fato de, na pesquisa de 2003, as respostas terem considerado apenas 3 anos (de 2000 a 2002), visto que a sua fase quantitativa ocorreu antes que o ano seguinte se completasse. Acrescente-se que esse incremento deve ser visto com naturalidade porque, a cada ano, mais recém-formados deixam as IES e como isso tem acontecido em progressão geométrica, cada vez mais o grupo de recém-formados será maior do que nas pesquisas anteriores.
NATUREZA DAS IES
As instituições de natureza privada prevalecem como formadoras de Administradores.
IDIOMAS
Do total de respondentes, 58,31% declaram dominar pelo menos um idioma estrangeiro (destes, 77,82% citaram o inglês e 35,39%, o espanhol); entretanto, 41,69% declararam não dominar qualquer outro idioma.
EMPREGABILIDADE
O índice dos que declaram possuir carteira profissional assinada manteve-se estável comparativamente ao da pesquisa anterior (68,09% em 2003 e 67,87% em 2006). Houve pequeno acréscimo de 1,37% no dos que se declararam desempregados (4,89% em 2003 e 6,27% em 2006), ainda assim muito aquém dos indicadores relativos à massa de trabalhadores em geral.
RENDA INDIVIDUAL
Quanto à renda individual do Administrador, a maior incidência de respostas foi observada na faixa entre 5,1 e 10,0 salários-mínimos. No entanto, considerando-se os pontos médios das faixas e o número de respondentes em cada uma, a renda média aproximada do Administrador apurada foi de 11,51 salários-mínimos.
Portanto, a Pesquisa/2006 sinaliza que o Administrador tem renda média individual aproximada de 11,51 SM, o que equivale, em maio/2006, a R$ 4.028,00 (quatro mil e vinte e oito reais).
ÁREA FUNCIONAL
Em 2006, o somatório das quatro grandes áreas funcionais (Administração Geral, Financeira, Vendas e Recursos Humanos) ultrapassou 65% do total de respondentes, sendo que a primeira manteve alto o índice de alocação de Administradores. Percebe-se também uma tendência de curva decrescente nas outras áreas desse conjunto, inclusive na de Recursos Humanos, o que merece algumas reflexões para a verificação de suas causas.
Por outro lado, a oferta de novas opções em 2006 permitiu maior distribuição das respostas.
CARGOS OCUPADOS
Apesar de não terem sido oferecidas às mesmas opções nas quatro pesquisas, verifica-se que os Administradores têm sido bem aceitos como Gerentes e que o percentual dos que exercem o cargo de Presidente ou são Proprietários de suas organizações mantém-se em nível significativo. O cargo de Analista mostra forte tendência de ocupação por aqueles profissionais.